Trajetória
Profissional
A oportunidade de ingressar no segmento rural
surgiu com o atendimento à empresa brasileira: Petróleo Ipiranga,
em 1990, quando iniciou com a sua empresa de assessoria, a Dito
& Feito, especializada em promoções. Em contato com os diretores da Ipiranga, que também
tem negócios rurais, passou a atender a Cabanha Paineiras ( Sucessores
de Flavio Bastos Tellechea -um dos maiores e melhores criadores
de cavalos Crioulos do Brasil). Atendia na área de comunicação
para divulgação dos leilões e premiações dos animais em exposições
e feiras. A Dito & Feito era focada em projetos promocionais
e eventos atendendo diversas empresas de vários segmentos. O único
cliente do setor rural era a Paineiras até 1993, foi quando iniciou
um trabalho com o Grupo Gerdau e Federação Gaúcha de Hipismo participando
na função de Diretora de Marketing da entidade. Neste período
começou a interessar-se em saber mais sobre raças e esportes com
cavalos, que levou a criar um projeto editorial de uma revista
para o segmento. A Horse Line. Iniciando aí a atividade como editora.
Logo veio a ABCCC- Associação Brasileira de Criadores de Cavalos
Crioulos, que passou a prestar assessoria editando a publicação
da entidade. Foi somando as experiências aliada aos contatos que
firmou no segmento, que motivou a investir e pesquisar mais sobre
o mercado eqüestre, passando a atuar no setor, através de publicações:
livros e periódicos.
Livro do Cavalo Crioulo – O Símbolo do Rio Grande
do Sul
No Brasil, Rio Grande do Sul existe uma cultura
e tradição muito próprias, onde o cavalo é o melhor amigo do homem,
e a figura do cavalo é sempre aliada ao gaúcho ( homem que vive
no Rio Grande do Sul e também nas regiões do pampa do Uruguai
e Argentina ).
Dentro desse conceito de gaúcho, cavalo e tradição,
o sul do Brasil fez do seu cavalo o seu símbolo cultural através
de um projeto de lei, legislado em 2002. E foi através desse título
que levou-a desenvolver um projeto editorial sobre o cavalo Crioulo.
Livro Puro Sangue Lusitano: Portugal e Brasil
Foi pesquisando sobre o cavalo Crioulo que chegou
no Puro Sangue Lusitano, ambos tem as mesmas origens: O cavalo
Andaluz, que foi levado para América por Cristóvão Colombo e também
mais tarde ao Brasil pela família real. Mas o cavalo Lusitano
chegou ao Brasil há 32 anos pelos criadores Enio Monte e Toni
Pereira, Haras Itapuã e Haras do Top.
Mercado do Cavalo Lusitano
Em Portugal muito utilizado para fazer touradas,
ensino, equitação de trabalho, atrelagem, além de outras modalidades.
No Brasil para os esportes: adestramento, equitação de trabalho,
alguns principiantes no salto e também para o lazer.
Acredito que com a mudança dos tempos esse cavalo
que era chamado de “cavalo do rei”, hoje ele serve para os diversos
segmentos eqüestres e também pode ser utilizado para atividades
e mercados mais médios não só para competições e grandes prêmios,
mas também para quem quer ter uma segurança na sua montaria, no
seu esporte e lazer, por tratar-se um cavalo dócil, inteligente
e confortável andamento aliado a sua bela morfologia.
Mercado a conquistar: deve haver uma mudança
no conceito de marketing
Com a presença já em 17 paises: Portugal, Brasil,
França, Espanha, México, EUA, Bélgica, Itália, Suíça, Alemanha,
Holanda, Colômbia, Austrália, Inglaterra, Suécia e Tailândia e
China (recentemente).
“No Brasil o cavalo Lusitano tem um grande mercado
a conquistar, então considero importante trabalhar o conceito
de marketing que é divulgado ainda como um cavalo de nobres, sendo
assim quem tem um padrão médio de vida, pode ter cavalos e sustentar
seu esporte acaba não fazendo a identificação como um nobre, acaba
comprando um cavalo que passa outro conceito, mais acessível,
não no preço, mas na imagem. Pois comprar o cavalo não está só
na hora da compra, no seu valor monetário, vem junto um conceito
e um tratamento de manutenção, onde o custo é igual para qualquer
cavalo que for proporcionar esporte ou lazer ao seu proprietário.
Já cá em Portugal o marketing que deve ser trabalhado deve
linkar além da identificação social que é acessível a uma
classe média para prática de esporte não só de competições, mas
deve ser orgulho do português montar num cavalo Lusitano, pois
esse é que o legítimo cavalo de Portugal, como o próprio nome
diz: LUSITANO, feito por portugueses.” E isso deve partir por
uma conscientização e iniciativa dos próprios criadores.
Objetivo em publicar um livro sobre o Puro Sangue
Lusitano abrangendo seu universo
Quando decidiu iniciar o desenvolvimento da produção
do livro veio a Portugal para conhecer de perto a cultura do
português com o cavalo Lusitano. E foi através do presidente da
APSL, Engenheiro Manuel Campilho que deu inicio a pauta e organização
da obra, em junho de 2008, onde Campilho demonstrou um grande
interesse e incentivou-a na produção do trabalho. No Brasil,
logo após a vinda a Portugal procurou a ABPSL, ainda na gestão
anterior com o presidente Luis Ermírio de Moraes – Coudelaria
Alegria dos Pinhais, que também aderiu ao projeto junto
com os criadores Eduardo Fischer – Haras Villa do Retiro e Geraldo
Lefosse (atual presidente da ABPSL ) – Haras das Mangueiras, onde
iniciou ao desenvolvimento da produção fotográfica, em março de
2009, obtendo imagens de 18 coudelarias brasileiras que aderiram
ao projeto da mesma forma que as 22 coudelarias portuguesas, como
apoiadoras da obra nessa fase de desenvolvimento editorial, sendo
assim um trabalho de uma grande equipe composta por Ana Lúcia
na coordenação geral, fotografia e reportagens, 40 criadores entre
portugueses e brasileiros, o fotógrafo português convidado Aurélio
Grilo e o médico veterinário português, Dr. João da Costa Ferreira,
que está escrevendo a origem e história do cavalo Lusitano. “Mas
também considero importantíssimo o apoio da família Lopo de Carvalho,
Manuel Antonio, Bibica e seus filhos na acolhida e o laço de amizade
que fizemos, sem esse apoio seria quase impossível permanecer
cá em Portugal por tanto tempo para o desenvolvimento da obra.
Eles fazem parte da minha equipe com o apoio de família que tenho
deles.”
Conteúdo Editorial
O conteúdo que está sendo desenvolvido abrange
desde a parte histórica suas principais coudelarias, além de esportes,
modalidades de apresentações, seleção genética e mercado mundial
da raça, escrito em três idiomas: português, inglês e espanhol.
Fotografia
A parte fotográfica abrange 60% da obra e mostra
imagens do cavalo Lusitano desde touradas, os esportes praticados
no seu universo, escola de arte eqüestre portuguesa, tradições
e cultura portuguesa, campeonatos mundiais e onde vive e é criado
no Brasil e em Portugal.
Acabamento gráfico e lançamento
O livro tem um projeto gráfico no formato 30
x 26cm com capa dura, em seleção de cores, num total aproximado
de 340 páginas. O lançamento está previsto para 2010, no Brasil
e em Portugal, mas ainda não tem as datas para os eventos de lançamentos
definidas.
Cavalo ontem
e hoje
“Considero a amizade entre o homem e o cavalo
lembra o principio das civilizações como o animal começou a ser
usado como meio de locomoção. Ajudando o homem no seu trabalho
no campo, os soldados na guerra, participando de torneios da idade
media, das famosas caçadas a raposa na Inglaterra, o cavalo sempre
foi presença e bem amada na vida do homem. E hoje ele raramente
puxa um arado como meio de transporte, foi substituído pelo automóvel.
E cavalgar transformou-se em esporte e lazer: a equitação praticada
por homens, mulheres e crianças”.
Na
foto Ana Lúcia
Teixeira em produção na Coudelaria Brito Paes, Portugal.
Foto: José Tiago Brito Paes
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