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Como
capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre tem o folclore gaúcho
como cartão de visita. Homens fortes e trigueiros que vestem bombachas
e calçam botas de couro fazem par com mulheres de longas saias coloridas
e flores nos cabelos trançados. Os gaúchos e prendas - espécies
de anfitriões oficiais - convivem com outros espécimes folclóricos.
As
culturas alemã e italiana, por exemplo, se encontram igualmente
bem representados na cidade, que possui dezenas de núcleos de tradição
étnica dos colonizadores, além dos afamados Centros de Tradição
Gaúcha (CTGs). O Rio Grande do Sul é um mostruário de tipos humanos,
devido a sua antiga condição de Meca dos imigrantes.
Nas
colônias - principalmente nas italianas e alemãs - existem gaúchos
que só aprendem o português na idade escolar. O morador dos campos
da fronteira e da região missioneira, no entanto, tornou-se símbolo
da estampa oficial do sul. Apelidado de"pelo-duro", pela descendência
lusa com miscigenação indígena, é geralmente moreno. Sua língua
é quase um dialeto entremeado de palavras castelhanas. Fala pausadamente
e ri com economia, mas torna-se afável quando acolhe forasteiros.
Na intimidade pode tornar-se conversador e até fanfarrão.
Os
bailes gaúchos são animadíssimos. As mulheres têm fama de belas
e donas de forte personalidade, apesar de discretas. Danças típicas
e os Centros de Tradição Gaúcha são associações civis que cultuam
o tradicionalismo. Dentro dos CTGs acontecem os bailes - fandangos
- gaúchos. O apelido fandango foi herdado das danças portuguesas,
mesclas de canto e sapateado.
Hoje
os ritmos mais tocados são os aparentados da valsa (rancheira, chote,
vaneira e bugiu) - e os pares dançam juntos. Os grupos de dança
folclórica também executam bailados típicos como a Tirana, Balaio,
Pezinho e o Pau de Fita, onde fitas coloridas vão sendo trançadas
em um poste pelos pares. A chula - um desafio masculino de sapateado
- e a dança dos facões, que simula uma luta, são igualmente populares.
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